quarta-feira, 30 de abril de 2008

O sentimento de prazer despertado através do Belo!

O mestrando do Curso de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Luciano Ezequiel Kaminsk, apresentou o tema de sua dissertação intitulada: “O Belo como símbolo de Moralidade”. Seu intuito é demonstrar que o conceito de belo entendido na filosofia kantiana pode atuar como um símbolo motivador no cumprimento da lei moral. Todavia, não se deve confundir um com o outro, postulando que a compreensão do belo leve o individuo a um agir moralmente correto. É bastante provável que isso aconteça, mas não podemos afirmar com tal precisão.

Na construção de sua pesquisa, muito das obras de Immanuel Kant foram utilizadas, como também alguns comentadores que se utilizam de uma interpretação lógico-semântica da filosofia kantiana. Alguns conceitos-chave foram estabelecidos para a compreensão do trabalho no decorrer de sua apresentação.

O termo “Estética” não tem em Kant o sentido tradicional de “percepção do belo”, mas o sentido geral e original de “percepção sensorial”. Isto é, os juízos podem dividir-se em determinantes – quando tem por característica a sua objetividade – e os reflexionantes – que são subjetivos, próprios do sujeito que percebe. Sendo nesse sentido que falamos de uma percepção do belo que deixa de ser particular e se amplia para uma universalidade.

O sentimento de prazer despertado no sujeito no momento da percepção de um objeto consiste em um juízo reflexionante a priori, pois o tempo é uma forma a priori, que condiciona todas as nossas percepções dos fenômenos.

Desse modo, podemos dizer que, tanto a “matéria” quanto a “forma” fazem parte integrante do fenômeno. A matéria é dada pelas simples sensações ou modificações produzidas em nós pelo objeto e, como tal, só pode ser a posteriori. A forma, ao contrário, não provém das sensações e da experiência, mas sim do sujeito, sendo aquilo pelo qual os múltiplos dados sensoriais são ordenados em determinadas relações.

Portanto, chegamos a um conhecimento que nos permite inferir que as nossas intuições sensíveis são apenas representações dos fenômenos, são constituídas pelas formas a priori da sensibilidade. Por isso, na concepção kantiana a percepção daquilo que é belo não pode ser uma característica subjetiva, pois deve ter um referencial necessário e universal. Ou seja, quando um determinado indivíduo julga um objeto caracterizando-o como belo, estético, perfeito e, simultaneamente, para outro é desprezível, imperfeito, não estamos nos referindo a categoria do objeto, mas sim as percepções desse objeto. Para ambos, a sensação produzida pela percepção do objeto já acontece em um plano de ajuizamento por parte do sujeito, mas no primeiro caso com referenciais universais que permitem sentir prazer quando se percebe esse objeto.
No entanto, surge uma indagação: como saber se determinado objeto contemplado pela minha razão é belo ou não? Esse fato não pode ser considerado subjetivo, embora parta de um sujeito, o objetivo da definição de belo é estabelecer uma contemplação do objeto de forma desinteressada e pura, é o simples fato da percepção do objeto em si que provoca um extasiamento por parte do mesmo. É a partir dessa percepção que podemos falar da possibilidade do belo como instrumento que desperta nos indivíduos a busca por um comportamento moral.

Um comentário:

FCE - Brasil disse...

Ola Cleiton,

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